Cinco anos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)
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Alerta
Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram no dia 26 de junho de 2023, em segunda votação, o texto substitutivo da revisão do Plano Diretor Estratégico (“PDE”) do município de São Paulo/SP. Trata-se do Projeto de Lei nº 127/2023 que dispõe sobre a revisão intermediária do PDE, aprovado pela Lei nº 16.050, de 31 de julho de 2014 (“Lei 16.050”). Foram 44 votos favoráveis e 11 contrários, sendo certo que, para ser aprovado, era preciso o apoio de ao menos 33 dos 55 vereadores. O texto seguirá para sanção ou veto do prefeito Ricardo Nunes, que possui o prazo de 15 dias úteis contados da data de seu recebimento.
O Plano Diretor é uma lei municipal que estabelece diretrizes e regras para orientar o crescimento e planejamento de uma cidade e para a construção de edifícios. O plano em vigor foi aprovado em 2014, com a Lei 16.050, e deve valer até 2029. A revisão estava prevista para 2021, mas foi adiada devido à pandemia. O texto do PDE foi alterado na Comissão de Política Urbana e o substitutivo apresentado pelo relator, Rodrigo Goulart, foi aprovado na primeira votação, em maio de 2023, por 42 votos a favor e 12 contrários.
Um dos principais pontos trazidos pela atualização do PDE é a maior concentração de pessoas em um menor espaço físico. O projeto nasceu com a ideia de tornar a cidade mais densa próxima dos eixos de transporte coletivo, que são chamadas de Eixos de Estruturação e Transformação Urbana (“EETUs”). Além disso, dentre os objetivos principais do PDE destacam-se as ações que visam o desenvolvimento sustentável de São Paulo, o reaproveitamento dos imóveis subutilizados, a aproximação de moradia e emprego, enfrentamento das desigualdades socio-territoriais e promoção do desenvolvimento econômico na cidade. Dessa forma, elencamos algumas das principais mudanças recém aprovadas no PDE.
A revisão do Plano Diretor de São Paulo foi alvo de intensos debates e muitas entidades da sociedade civil, engenheiros, arquitetos, representantes de associações de moradores, movimentos sociais, grupos de urbanistas, dentre outros, ainda realizam críticas à proposta aprovada.
Com a defesa de combater a desigualdade social e segregação espacial, visando uma cidade mais justa e inclusiva, foram evidenciados vários problemas, somando-se à alegação de ausência de estudos que justifiquem as medidas propostas, conforme especificados a seguir: (i) o aumento de prédios mais caros e não destinados à moradia popular nos EETUs, impossibilitando de trazer a população usuária do transporte público e de menor renda para junto desses eixos; (ii) o aumento da verticalização, que se caracteriza por ser um processo urbanístico que consiste na construção de grandes e inúmeros edifícios; (iii) aumento do trânsito em São Paulo, devido à construção de mais vagas de garagem junto aos eixos de transporte; (iv) redução de áreas arborizadas; (v) substituição de bairros históricos por quarteirões com mais prédios; e (vi) possível esvaziamento do Fundurb, com a perda de recursos para moradia popular.
Por outro lado, a Prefeitura de São Paulo alega que o processo de elaboração e votação dos ajustes do PDE foi amplamente democrático, ético e transparente, com a realização de audiências públicas, consultas online, inclusive com a possibilidade de os cidadãos acompanharem as alterações propostas por meio de site específico da Prefeitura.
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