Seguro imobiliário: desafios e pontos de atenção da contratação de seguros aplicáveis às operações imobiliárias
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Em 2024, o setor de transporte aéreo brasileiro (aviação civil e infraestrutura aeroportuária) passou por mudanças regulatórias importantes. Com foco na segurança e na conformidade das operações, trouxe iniciativas voltadas à sustentabilidade e à inovação na aviação civil. Entre elas, a regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) acerca da compensação de emissões de dióxido de carbono em voos internacionais. Houve também o lançamento do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) e o apoio a projetos inovadores no contexto do Sandbox Regulatório.
O ano também foi marcado pelo estímulo a investimentos no setor de transporte aéreo. A aprovação da regulamentação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) acerca da emissão de debêntures de infraestrutura por empresas do setor, contribuiu para a diversificação das formas de investimento.
Além disso, com o objetivo de ampliar a conectividade aérea e integrar regiões remotas ao restante do país, o Governo Federal lançou em novembro o AmpliAR. O programa busca atrair investimentos em infraestrutura aeroportuária regional. Aprovado pelo Tribunal de Contas da União, ele prevê R$ 5,3 bilhões de investimentos privados. Além disso, ele busca levar a expertise das concessionárias para gestão e operação de aeroportos regionais.
Clique aqui e confira a linha do tempo completa com os principais acontecimentos do setor de aviação civil e infraestrutura aeroportuária ao longo do ano.
ANAC publicou alterações em diversos Regulamentos Brasileiros da Aviação Civil para aprimorar as medidas de segurança contra atos de interferência ilícita, em harmonia com as regras estabelecidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).
Resolução nº 736/2024 da ANAC aprova regras para constituição do operador de aeródromo perante a ANAC e para a utilização e cadastro de aeródromos civis brasileiros.
ANAC iniciou consulta pública sobre propostas de resolução acerca dos incentivos e providências voltados à promoção da conformidade regulatória, do rito do processo administrativo sancionador e das infrações à regulamentação da aviação civil, com os valores-base de multa para as infrações listadas.
ANAC iniciou consulta pública sobre proposta de resolução que dispõe sobre as regras para constituição e funcionamento de Ambiente Regulatório Experimental.
ANAC aprovou norma que regulamenta o monitoramento e a compensação das emissões de dióxido de carbono (CO2) em voos internacionais, nos termos da Resolução nº 743/2024.
Publicação de edital para a seleção de interessados em participar de Sandbox Regulatório relativo a vertiportos.
Lançamento do programa pelo MPor, destinado à inclusão de aposentados no mercado aéreo doméstico, mediante o oferecimento de bilhetes aéreos por até R$ 200,00 o trecho, sem subsídios governamentais e com a participação voluntária das empresas, no contexto da liberdade tarifária.
Lei nº 14.978/2024 autorizou a União a conceder subvenção econômica de até 30% dos recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) a companhias aéreas. O objetivo é o custeio de produção de combustíveis renováveis e o desenvolvimento das atividades de serviços aéreos regulares.
Por meio da Portaria nº 605/2024, o MPor aprovou o Plano Aeroviário Nacional 2024-2054, que se configura como diretriz para subsidiar a tomada de decisão de investimentos e de iniciativas referentes ao desenvolvimento da aviação civil, suporte ao crescimento da malha aérea e melhoria da segurança, do nível de serviço e da integração nacional.
Os principais acontecimentos de 2024 no setor de transporte aéreo brasileiro indicam um movimento em direção à modernização e à sustentabilidade. As atualizações regulatórias alinham o Brasil com tendências globais e práticas ambientais mais responsáveis. A introdução de programas como o ProBioQAV e o Programa Voa Brasil demonstra uma busca por soluções inovadoras que não só atendem às demandas de um setor mais sustentável, mas também buscam ampliar o acesso e a inclusão social no mercado.
A expectativa é que, no próximo ano, seja continuada a trajetória de inovação e sustentabilidade no setor aéreo. A implementação do Plano Aeroviário Nacional 2024-2054 e a regulamentação para a emissão de debêntures de infraestrutura têm o potencial para proporcionar maior previsibilidade para investidores. Desta forma, fomenta a atração de novos recursos para modernização e ampliação da infraestrutura aeroportuária.
Por fim, o lançamento do programa AmpliAR representa um marco significativo para o fortalecimento da aviação regional no Brasil. Essa iniciativa não apenas impulsiona o desenvolvimento econômico local, ao fomentar o turismo e o comércio, mas também contribui para a redução das desigualdades regionais. Ao priorizar a inclusão regional, o AmpliAR reforça a importância de uma aviação mais acessível e integrada ao desenvolvimento sustentável do país.
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Para saber os destaques do ano em mais detalhes, procure por nossa prática de Direito Público e Regulação.
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