Regras de regime de Incentivos a P&D do Programa Mover passam a produzir efeitos hoje
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Alerta
Diante dos casos de varíola dos macacos (monkeypox) identificados no Reino Unido, Portugal, Espanha, Irlanda do Norte e Estados Unidos da América, o Ministério da Saúde (MS) adotou, em maio de 2022, as primeiras medidas sobre o assunto:
A despeito das medidas adotadas pelo MS para conter a chegada e disseminação da doença no Brasil, em 9 de junho de 2022, o Instituto Emílio Ribas notificou o primeiro caso confirmado de monkeypox no território nacional. Atualmente, são 3.984 os casos confirmados de monkeypox[2].
Confirmando a relevância do tema no cenário global, em 23 de julho de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto de monkeypox constituiria uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).
Em resposta à ESPII, e com o objetivo de agilizar o processo regulatório e facilitar o acesso da população às tecnologias de saúde destinadas à prevenção ou tratamento da varíola, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (“Anvisa”) adotou medidas semelhantes às implementadas no cenário da Covid-19, como a publicação da RDC n° 747/2022, em 19 de agosto de 2022, de forma a:
(I) dispensar, em caráter excepcional e temporário, o registro dos medicamentos e vacinas destinados à prevenção ou ao tratamento da monkeypox, observadas as seguintes condições:
(II) estabelecer processo de importação simplificado para tais produtos, mediante dispensa de apresentação de documentos exigidos.
Seguindo o mesmo caminho, em 22 de agosto de 2022, o MS publicou o Plano de Contingência Nacional[4], de forma a fornecer informações consolidadas aos gestores do SUS para tomada de decisões no combate à disseminação da monkeypox.
Ato contínuo, em 23 de agosto de 2022, a Anvisa publicou a Consulta Pública n° 1.109/2022, propondo a concessão de autorização, extraordinária e temporária, para a venda livre e a doação de álcool etílico na concentração de 70% p/p, na forma física líquida, devidamente regularizado na Anvisa, em decorrência da ESPII da monkeypox[5].
A reação rápida das Autoridades e a sucessão de atos normativos que visam ao combate da varíola dos macacos é, sem dúvida, reflexo da dura experiência imposta pela pandemia da Covid-19. Por isso, a fim de conter a disseminação da doença no território nacional, é provável que novas medidas sejam anunciadas pelo MS e pela Anvisa ao longo das próximas semanas.
Nosso escritório conta com uma equipe especializada em Life Sciences e Healthcare. Para obter esclarecimentos sobre o tema, ou outros que sejam de seu interesse, por favor, entre em contato com nossos profissionais.
[1] Disponível em: https://redcap.saude.gov.br/surveys/?s=ER7Y39373K. Acessado em 23.8.2022.
[2] Dado divulgado pelo MS em 23.8.2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svs/resposta-a-emergencias/coes/monkeypox/atualizacao-dos-casos/card-situacao-epidemiologica-de-monkeypox-no-brasil-ndeg-36-se-34-23-08-22f/view. Acessado em 24.8.2022.
[3] As autoridades são:
iii. Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA/EUA);
[4] Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svs/resposta-a-emergencias/coes/monkeypox/plano-de-contingencia/plano-de-contingencia/view. Acessado em: 23.8.2022.
[5] O prazo para envio de contribuições será de 15 dias, a partir de 30 de agosto de 2022.
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